CELTA - Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas
O desafio: O movimento de incubação de empresas no Brasil ainda não existia, em meados dos anos 80. A Fundação CERTI antecipou-se, entretanto, e assumiu o desafio de criar, em Florianópolis, a primeira incubadora empresarial tecnológica do país a entrar em operação, em 1986. Em 1995, a incubadora pioneira muda-se para o Parque Tecnológico Alfa, com a denominação de CELTA – Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas, e passou a desenvolver um trabalho especializado na gestão de empresas de base tecnológica (EBTs) incubadas.
O Desenvolvimento: A incubadora CELTA estabeleceu como objetivo dar suporte à criação, ao desenvolvimento e à consolidação de empresas nascentes, de forma a torná-las competitivas no mercado através da inovação. Desenvolveu suas ações por meio de um sistema próprio e eficaz de serviços de suporte a incubação de EBTs, incluindo a infraestrutura física e gerencial, análise e repasse de tecnologias, e avaliação e monitoramento da evolução das empresas. Atualmente, está implantado o Escritório de Negócios Internacionais para fomentar a internacionalização das EBTs por meio de parcerias, da geração de negócios internacionais e de suporte aos procedimentos e ações necessários para dinamizar a capacidade exportadora das empresas.
O resultado: Em 1997, o CELTA foi reconhecido com o primeiro prêmio “Incubadora do Ano”, conferido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), premiação que conquistou novamente em 2006 e 2011, ao completar 25 anos.

Em sua trajetória, tem apoiado um total de 101 EBTs, 68 das quais se tornaram “graduadas”, 32 estão em incubação e apenas sete fecharam, o que lhe confere um dos melhores índices nacionais de sobrevivência dos empreendimentos, de 93,07%. As empresas atualmente incubadas geram cerca de 750 empregos e um faturamento anual consolidado em torno de R$ 47 milhões (2010). O CELTA é considerado a maior incubadora da América Latina, em número de empresas e tamanho – são ao todo 10.500 m2. O seu modelo foi referência para a implantação de incubadoras no México, Argentina e Venezuela e, também, em todo o Brasil.
PTI - Parque Tecnológico Itaipu – Itaipu Binacioal
O desafio: A Itaipu Binacional – maior hidrelétrica do mundo em geração de energia – estabeleceu como objetivo promover o desenvolvimento regional integrado e, para tal, contratou a Fundação CERTI para desenvolver um plano estratégico, cujo mecanismo nucleador fosse um Parque Tecnológico. Iniciado em 2004, e implantado em 2005, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) deveria constituir-se num novo modelo de parque científico e tecnológico, aliando inovação e sinergia entre seus atores na geração de conhecimento, tecnologia e desenvolvimento.
O Desenvolvimento: A Fundação CERTI, como parceira contratada do PTI, atuou na oferta de soluções para o desenvolvimento do empreendimento, incluindo o Programa de Gestão da Inovação Tecnológica e a criação da Incubadora Empresarial Santos Dumont. A incubadora do PTI deveria se constituir num espaço que oferecesse suporte operacional e gerencial às empresas, bem como a interação com o meio empresarial, científico e de financiamento, visando sua inserção e consolidação no mercado.
O resultado: Considerado hoje uma das principais iniciativas para o desenvolvimento na Região Trinacional, que engloba Argentina, Brasil e Paraguai, o PTI vem consagrando a Usina de Itaiupu não apenas como uma consumidora de novas tecnologias, mas também como um pólo produtor de conhecimento científico e tecnológico no Brasil e no Paraguai. Sua incubadora empresarial, já em operação, vem exercendo um papel de geração de emprego e renda, por meio do incentivo à criação e à fixação de empresas no Parque Tecnológico de Itaipu e em seu entorno, o que propicia também o desenvolvimento de novos processos, produtos e serviços inovadores.

