Comunicação

Professores do MIT prestigiam workshop Energias Sustentáveis

17/08/201710:24:12

A terça-feira (15/08) foi marcada por ótimas apresentações e enriquecedores debates no workshop Energias Sustentáveis, que reuniu no auditório da Softplan, no Sapiens Parque, especialistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), de grandes empresas da área, e também contou com a participação de representantes da Embrapii, BNDES, BRDE e ANEEL. O objetivo do evento foi discutir os desafios e as tendências para o setor elétrico no país e promover o networking e a troca de conhecimento entre importantes atores do ecossistema de tecnologia e inovação.

O evento teve início com o painel apresentado pelo professor do MIT Konstanti Turistsyn, que tratou sobre segurança e confiabilidade em redes elétricas inteligentes. Em seguida, o diretor da CERTI Cesare Pica mediou uma mesa redonda que contou com a participação de representantes de grandes empresas do setor como WEG, NEC, Schneider Electric, ABB e Siemens. O debate girou em torno de soluções de energia para cidades inteligentes, e nesse contexto foram discutidas as principais formas de geração renovável e distribuída, sistemas de armazenamento e gerenciamento de energia elétrica e mecanismos de automação, controle e proteção da rede elétrica.

Após a pausa para o almoço, uma nova mesa redonda debateu as possibilidades de captação de recursos para inovação no setor e oportunidades para o desenvolvimento tecnológico no país. Para enriquecer a discussão, foram convidados representantes da Embrapii, do BNDES e do BRDE, que esclareceram os medelos de atuação das instituições e revelaram dados referentes a investimentos e financiamentos na área.

"O investimento em inovação é cada vez maior e há várias formas, diretas e indiretas, de se conseguir apoio, mesmo no caso de micro, pequenas e médias empresas. É preciso inovar para garantir a competitividade no mercado nacional e as oportunidades estão aí, com diversos fundos de apoio dispostos a investir", destacou o diretor do BNDES, Daniel Barreto. "Esse é um mercado que tende a atrair cada vez mais os investidores privados, e não apenas as instituições", completa.

Na sequência, foi a vez do professor do MIT Donald Sadoway se apresentar e tratar do tema "Inovação em armazenamento estacionário", destacando principalmente a utilização da bateria de metal líquido. A Ambri, empresa de sete anos que nasceu das pesquisas do MIT sobre armazenamento de energia, deve colocar no mercado no próximo ano uma bateria de 125 kW baseada no uso de metais líquidos, com capacidade de estocar o equivalente a 500 kWh, segundo Donald Sadoway.

“Normalmente, a academia chega com uma inovação e a indústria tenta baixar o custo. Mas hoje deve-se pensar sobre isso já na base da pesquisa”, diz o especialista do MIT. A tecnologia desenvolvida usa magnésio, sal e antimônio, que devem ser mantidos aquecidos, e foi pensada para o armazenamento estacionário. A premissa foi o uso de materiais abundantes, que não encareceriam o processo.

A última mesa redonda — composta por especialistas da EMB, da ABB, da ABVE e da ANEEL — trouxe uma discussão aprofundada a cerca de infraestrutura de carregamento de veículos elétricos. “Em alguns anos, esta será uma realidade no Brasil. A tendência é que o número de veículos elétricos nas ruas seja cada vez maior, e por isso é preciso haver mais pesquisas para o desenvolvimento dessa tecnologia para a ampliação de estações de recarga”, destacou o colaborador da CERTI Daniel Makohim, que encerrou o workshop com a apresentação do primeiro corredor elétrico do Sul do Brasil, um projeto realizado entre CERTI e CELESC (Centrais Elétricas de Santa Catarina), no contexto do Programa de P&D da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O corredor é uma rede que fornece infraestrutura para o carregamento de veículos elétricos, como estações de recarga de veículos, sistemas de armazenamento de energia e plataforma de gerenciamento de eletropostos para aplicações no conceito de cidades inteligentes.

Crédito de foto: Carina Guzzi

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