Comunicação

Incubada no CELTA, WIER vence prêmio Kurt Politzer na categoria melhor Startup

11/12/201708:00:00

A empresa catarinense WIER Tecnologia Plasma e Ozônio, incubada no CELTA, recebeu na última sexta-feira (08/12), durante o 22º Encontro Anual da Indústria Química, em São Paulo, o Prêmio Kurt Politzer 2017, entregue pela Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM). O evento foi realizado no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na capital paulista, e contou com a presença do presidente da República, Michel Temer.

O Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia, que contou com 68 projetos inscritos em três categorias, tem como objetivo estimular a pesquisa e a inovação na área química no país, reconhecendo projetos inovadores e propostas que tragam benefícios para a sociedade. Fundada em 2011, a WIER foi vencedora na categoria Empresa Nascente de Base Tecnológica (Startup), pelo trabalho “Inovadora Tecnologia Verde para o Real Tratamento de Efluentes". O troféu foi entregue pelo Ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, ao coordenador do projeto, o químico e fundador da empresa Bruno Mena Codorin.

"Estou muito feliz em receber esse reconhecido prêmio nacional. Isso mostra que a WIER está no caminho e contribuindo para um mundo mais sustentável, além de gerar empregos e contribuir para a economia do nosso país. A água é o nosso bem mais precioso e é escasso. Precisamos cuidar dela”, destacou Bruno.

Bruno é CEO da WIER e desde muito jovem pensava em criar algo que salvasse o meio ambiente da poluição que presenciou em rios de sua cidade natal. Nunca esqueceu o sonho e trabalhou na ideia de criar um produto que pudesse contribuir para o desenvolvimento sustentável do planeta. Quando cursava a faculdade de Química envolveu-se no desenvolvimento da Tecnologia de Plasma e Ozônio, ainda pouco explorados no Brasil, e percebeu que tratava-se de uma promissora tecnologia com enormes potenciais de negócio e de contribuição para o desenvolvimento sustentável do meio ambiente, população e indústria.

Bruno Mena explica que, ao longo dos anos, vários produtos e processos sofreram transformações para melhor, assim como ocorreu para telefones e automóveis, por exemplo. Entretanto, o conceito de tratamento de efluentes permanecia o mesmo há décadas no Brasil. “Trata-se de um processo desatualizado, com grandes custos e com grande consumo de produtos químicos e formação de lodo, em que o problema não deixa de existir, pois é apenas transferido da fase líquida para a fase sólida, o que é diferente da nossa tecnologia. Entregamos redução de custos, atendimentos às leis e possibilidade de reuso de água, que é o nosso bem mais precioso”.

O empreendedor catarinense ainda aponta que “problemas de atendimento a parâmetros ambientais (DBO, DQO, cor, turbidez, carga orgânica, entre outros), de ampliação produtiva com consequente aumento da produção de efluentes, dificuldade de atender normas internacionais e altos custos com tratamento, podem ser resolvidos com a utilização de nossas máquinas nacionais desenvolvidas com Tecnologia de Plasma Frio. É um produto compacto e possibilita inserção em uma linha de produção e numa indústria pode reduzir custos de 60 a 80%, além de que toda água pode reutilizada”.

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