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Estruturação de Parques e Incubadoras

Ambientes de Inovação são espaços propícios ao desenvolvimento contínuo de inovações tecnológicas. Os Ambientes de Inovação constituem espaços de aprendizagem coletiva, intercâmbio de conhecimentos e práticas produtivas, de interação entre os diversos agentes de inovação: empresas inovadoras, instituições de pesquisa e agentes governamentais. Incubadoras de empresas, parques tecnológicos, arranjos produtivos locais (APLs), clusters industriais e empresariais, consórcios são alguns exemplos usuais de ambientes de inovação.

A Fundação CERTI possui mais de 20 anos de experiência na estruturação, desenvolvimento e implantação de ambientes de inovação. Alguns dos casos de sucesso são o ParqTec Alfa(1993), a Incubadora CELTA (1986) - ganhadora do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador promovido pela ANPROTEC, e o mais recente mega empreendimento Sapiens Parque(2008) – Parque de Inovação.

Estes são alguns exemplos de ambientes de inovação criados pela Fundação CERTI em parceria com o Governo do Estado que contribuem diretamente para o desenvolvimento regional de Santa Catarina. A seguir são detalhados dois dos mais tradicionais destes ambientes: Parques Tecnológicos e Incubadoras.

Incubadoras de Empresas

As incubadoras de empresas constituem-se em ambientes que proporcionam uma clara contribuição para o Sistema Nacional de Inovação, pois atuam como mecanismos catalisadores da pesquisa básica e aplicada geradas nas Universidades e centros de pesquisas e à demanda das empresas por produtos que atendam a diferenciação estratégica necessária para o atendimento às necessidades de mercado. Mais que oferecer suporte às iniciativas empreendedoras, as incubadoras oferecem um leque de serviços diferenciados, assessoria em gestão, suporte às ações mercadológicas, infraestrutura de qualidade, bem como um passaporte para o mercado exterior e contato com empresas âncoras e capitalistas interessados em investir em novas empresas.

Em termos mundiais, o movimento de incubadoras de empresas tem crescido contínua e consistentemente. Em termos de quantidade, o que se observa é que cada vez mais países em desenvolvimento têm optado pela criação de incubadoras de empresas como estratégia de desenvolvimento econômico e social. Esses resultados têm proporcionado uma crescente ampliação de seus segmentos de atuação, bem como mais recentemente, dado espaço para o surgimento de novas modalidades de operação, a exemplo da incubação à distância e as próprias pré-incubadoras.

No Brasil, segundo dados da ANPROTEC - Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, existem de cerca 400 incubadoras que articulam mais de 6300 empresas, entre incubadas (2800), associadas (2000) e graduadas (1500). Estas empresas geram mais de 33 mil postos de trabalhos altamente qualificados e produzem inovações reconhecidas nacional e internacionalmente na forma de contratos, premiações e parcerias.

Em suma, incubadoras de empresas são ambientes planejados para auxiliar o nascimento, crescimento e desenvolvimento de empresas, assistidas por uma infraestrutura comum e, geralmente, na presença de uma universidade fornecedora de pesquisa básica e aplicada necessárias ao processo de inovação. Desta forma, não só a relação entre grandes empresas e as universidades gera inovação, mas também, as incubadoras por meio das spin-offs dos laboratórios das universidades transformam a tecnologia criada na pesquisa, em produtos, serviços, emprego e renda para a sociedade através da geração de empresas nascentes e inovadoras (VILLELA; MAGACHO, 2009).


O CELTA atualmente mantém 36 empresas de base tecnológica que geram cerca de 800 empregos diretos e o faturamento anual das incubadas alcança aproximadamente R$ 70 milhões. A incubadora já colocou no mercado 83 novas empresas que hoje faturam R$ 6 Bilhões, considerado o maior volume de faturamento de empreendimentos nascidos em incubadoras do país. Nos últimos três anos o CELTA liberou dezenove empresas. O sucesso do CELTA está diretamente atrelado a um modelo de gerenciamento que envolve as principais representações da sociedade, tendo como destaque a Prefeitura Municipal de Florianópolis, Governo do Estado, Universidade Federal de Santa Catarina e as entidades de classe do meio empresarial.

O CELTA atualmente mantém 40 empresas de base tecnológica que geram cerca de 700 empregos diretos e o faturamento anual das incubadas alcança aproximadamente R$ 40 milhões. A incubadora já colocou no mercado 43 novas empresas que hoje faturam R$ 780 milhões, considerado o maior volume de faturamento de empreendimentos nascidos em incubadoras do país. Nos últimos três anos o CELTA liberou doze empresas. O sucesso do CELTA está diretamente atrelado a um modelo de gerenciamento que envolve as principais representações da sociedade, tendo como destaque a Prefeitura Municipal de Florianópolis, Governo do Estado, Universidade Federal de Santa Catarina e as entidades de classe do meio empresarial.

Os números do CELTA o colocam numa posição privilegiada, sendo considerada a maior incubadora da América Latina, em número de empresas e tamanho - são 10.500 metros quadrados. O modelo da incubadora foi referência para implantação de outras similares no México, Argentina e Venezuela, além de várias em todo o Brasil. Também foi a primeira a receber o prêmio de melhor incubadora do ano, em 1997, conferido pela ANPROTEC (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas). Em 2001, foi escolhida pela ANPROTEC como núcleo de referência em capital de risco, juntamente com a incubadora da PUC do Rio de Janeiro. O CELTA foi um dos precursores nacionais na atividade, estabelecendo políticas internas bem sucedidas para as negociações das empresas incubadas com os investidores.

Em 2001 a incubadora lançou um novo sistema de acompanhamento e avaliação das empresas baseado em Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento. De qualquer lugar do mundo o empresário pode acessar o site do CELTA e solicitar ou acompanhar a avaliação de sua empresa. Pode obter informações do mercado, concorrentes, clientes, produtos e tecnologias, o que torna o sistema uma importante ferramenta no processo de tomada de decisão das empresas incubadas.

Em 2006, o CELTA ganhou o Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador, categoria Programa de Incubação de Empreendimentos Inovadores orientados para o Desenvolvimento de Produtos Intensivos em Tecnologia (PTI), promovido pela ANPROTEC (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas), entidade que congrega os parques, incubadoras e empresas de base tecnológica de todo o país. O prêmio celebra a importância do caráter inovador do empreendedorismo brasileiro e reconhece os esforços e conquistas da inovação tecnológica e social do movimento de incubadoras e parques tecnológicos do país.

Parques Tecnológicos

A experiência pioneira e de maior sucesso no que diz respeito a parques tecnológicos, foi a articulação entre o conhecimento científico e a pesquisa desenvolvida na Universidade de Stanford, na Califórnia, e o esforço de adaptação desse conhecimento à geração de novas tecnologias, iniciada a partir do final da década de 1930. Essas iniciativas deram origem a vários empreendimentos de sucesso, especialmente nos segmentos da micro-eletrônica e seus desdobramentos, entre as quais nasceu o chamado “Vale do Silício”, que veio a abrigar anos mais tarde o primeiro parque tecnológico de que se tem registro.

No Brasil, o tema “Parques Tecnológicos” começou a ser tratado a partir da criação de um Programa do CNPq, em 1984, para apoiar este tipo de iniciativa. A falta de uma cultura voltada para a inovação e o baixo número de empreendimentos inovadores existentes à época, fizeram que os primeiros projetos de parques tecnológicos acabassem dando origem às primeiras incubadoras de empresas no Brasil. Somente a partir de 2000, que os Parques Tecnológicos voltaram a se fortalecer como alternativa para promoção do desenvolvimento tecnológico, econômico e social, chegando atualmente a um número de cerca de 60 projetos, entre iniciativas em fase de operação, implantação ou planejamento (ANPROTEC, 2007).

Segundo dados da ABDI – Agência Brasileira de desenvolvimento industrial e ANPROTEC são destacadas algumas das características mais marcantes dos Parques Tecnológicos Brasileiros:

  • De modo geral, estas iniciativas receberam investimentos públicos da ordem de R$ 50 milhões, sendo que 50% deste valor veio de órgãos do governo federal; Todos os PqTs (100%) possuem incubadoras de empresas ou estão implantando um programa de incubação;
  • Mais de 70% das iniciativas brasileiras de PqTs têm como principais propósitos: Atrair empresas e investimentos; Apoiar o desenvolvimento de áreas tecnológicas; Aumentar a parceria entre empresas e outras instituições; Favorecer a criação e consolidação de micro e pequenas empresas; Facilitar a transferência de tecnologia e Fortalecer o espírito empreendedor.
  • Os setores empresariais mais estimulados pelos PqTs são: TIC (maioria absoluta com mais de 50%), Energia, Biotecnologia, Eletrônica e Instrumentação, Serviços, Meio Ambiente e Agronegócios.
  • Mesmo sendo possível identificar setores prioritários, mais de 60% dos PqTs se consideram “generalistas” para receber empresas de diversos segmentos; Cerca de 80% das empresas instaladas nos PqTs são originárias da região e apresentam-se em estágio e consolidação;
  • Em média, cerca de 55% dos PqTs ainda não possui um modelo de gestão claramente definido e consolidado tanto para a fase de operação como de implantação.

É oportuno destacar o fundamental papel de um Parque Tecnológico dentro de um sistema de inovação. Estes ambientes cumprem a missão de prover inteligência, infraestrutura e serviços necessários ao crescimento e fortalecimento das empresas intensivas em tecnologia. Trata-se de um modelo de concentração, conexão, organização, articulação, implantação e promoção de empreendimentos inovadores visando fortalecer este segmento dentro de uma perspectiva de globalização e desenvolvimento sustentável (ABDI, ANPROTEC 2007).

O Sapiens Parque é um parque de inovação concebido para promover o desenvolvimento de segmentos econômicos que já são vocações de Florianópolis, como o turismo, a tecnologia, o meio-ambiente e serviços especializados.

Define-se parque de inovação como um ambiente com infra-estrutura e espaço para abrigar empreendimentos, projetos e outras iniciativas estratégicas para o desenvolvimento de uma região. Distingue-se por utilizar um modelo inovador para atrair, desenvolver, implementar e integrar estas iniciativas, visando estabelecer um posicionamento diferenciado, sustentável e competitivo.

A denominação Sapiens origina-se de “Sapientia” (sabedoria) e de “Homo Sapiens” (ser humano), permeando o conceito do Sapiens Parque ao colocar a sabedoria e o conhecimento a serviço do ser humano, criando oportunidades para que as pessoas experimentem e gerem novos conhecimentos. O Sapiens é composto por quatro grandes áreas que estruturam a sua concepção inovadora: Experientia, Scientia, Artis e Gens.

O Sapiens Parque incorpora conceitos e diretrizes presentes nos mais ousados e inovadores projetos do mundo nesta área, como a economia da experiência, a sociedade do conhecimento, o desenvolvimento sustentável, a convergência digital e a das ciências e tecnologias, a globalização econômica e a adoção de um ciclo contínuo de inovação.

O empreendimento foi idealizado pela Fundação CERTI e apoiado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, constituindo um ambiente de 4,5 milhões de m2 para abrigar empreendimentos e projetos inovadores nos setores de tecnologia, turismo, serviços e meio ambiente.

O Sapiens está inserido em uma estratégia de desenvolvimento tecnológico regional que envolve outros projetos como a incubadora Celta, o ParqTec Alfa, o laboratório-escola LABelectron e outras iniciativas do sistema local de inovação.

Maiores informações podem ser obtidas em: http://www.sapiensparque.com.br